A maternidade é, para muitas mulheres, um momento de felicidade e realização de um sonho. Cada fase do bebê é um motivo de alegria e comemoração. Foi assim a gravidez de Rosângela dos Santos, mãe do Thiago dos Santos, que hoje tem seis anos. Ela não conseguiu estar presente e criar o filho.
Rosângela foi vítima de violência obstétrica durante o parto e morreu dias após parir.
A baiana é uma das 52 mil mulheres, entre 10 e 49 anos, que morreram na Bahia durante o parto ou por complicações relacionadas à gravidez nos últimos dez anos. Dados do Ministério da Saúde obtidos pelo BNews Premium revelam que, entre 2015 e 2024, uma média de 5.608 mulheres perderam a vida por ano no estado dessa forma. Em 2021, durante a pandemia de Covid -19, foi registrado o período com maior número de ocorrências, com 6.336 casos registrados.
Ao longo dos dez anos, a faixa etária com maior mortalidade na Bahia foi a de 40 a 49 anos, totalizando 25.227 mortes. Já entre 30 a 39 anos, os dados indicam que ocorreram 13.788 mortes. Na faixa de 20 e 29 anos, o número de óbitos cai para 7.840, e na faixa de 10 a 19 anos, o total foi de 4.206.
Conforme apontam os dados do Ministério da Saúde consultados pela BNews Premium, a Bahia é o terceiro estado do Brasil com maior número de mortes maternas registradas em 2024. Na região Nordeste, o estado lidera o ranking, com mais de 5 mil casos. Em seguida aparecem Pernambuco, com 3 mil vítimas, e Alagoas, com pouco mais de mil.
Fonte: Bnews