A Polícia Federal prendeu, no Rio de Janeiro, o general da reserva Walter Braga Netto, que foi ministro da Casa Civil e da Defesa no governo Bolsonaro, e candidato a vice na chapa que perdeu as últimas eleições. Braga Netto é acusado de agir para atrapalhar as investigações sobre a tentativa de golpe de Estado.
A Polícia Federal chegou às 6h ao prédio onde o general da reserva Walter Souza Braga Netto mora, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Uma operação discreta. O general saiu preso pela garagem, sem nenhum alarde. O blog da jornalista Andréia Sadi deu a notícia em primeira mão.
Braga Netto foi levado para a sede da Polícia Federal, no Centro do Rio. Depois, os agentes o encaminharam à 1ª Divisão do Exército, onde está preso. O local fica dentro da Vila Militar, na Zona Oeste da cidade.
A Polícia Federal também cumpriu mandado de busca e apreensão no apartamento dele, onde recolheu o celular, e no apartamento do assessor dele, o coronel da reserva Flavio Peregrino, em Brasília. Peregrino e Braga Netto estão proibidos de se comunicar com outros investigados.
O general Walter Braga Netto foi ministro da Casa Civil e depois da Defesa no governo de Jair Bolsonaro. Nas eleições de 2022, concorreu como vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro, derrotada nas urnas.
Braga Netto foi um dos 40 indiciados no inquérito da Polícia Federal que investiga a tentativa de golpe para impedir a posse do presidente Lula. Segundo a ordem de prisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF – Supremo Tribunal Federal, o general tentou “obstruir as investigações” sobre a tentativa de golpe de Estado.
Moraes decretou a prisão preventiva, sem prazo para terminar, na terça-feira (10). Mas Braga Netto estava de férias em Alagoas e desembarcou na noite de sexta-feira (13) no Rio de Janeiro. A Polícia Federal optou por prendê-lo neste sábado (14), em casa.
Braga Netto é o primeiro general quatro estrelas preso na história do país. A defesa do general pediu oficialmente que ele tenha direito a uma sala especial durante o tempo em que ficar custodiado no comando da 1ª Divisão.
Na audiência de custódia por videoconferência, o juiz Rafael Henrique Rocha manteve a prisão.
Fonte: g1