Sete mortes por dia: esse foi o número de vítimas fatais em Acidentes de Transporte Terrestre (ATT) em 2023 na Bahia, de acordo com dados divulgados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). Foram 2.665 óbitos, com os motociclistas sendo a maioria das vítimas (44,5%), seguido pelos motoristas de carros (34,7%), pedestres (13,4%), e ciclistas e ocupantes de outros tipos de veículos (7,4%). Mais da metade dessas vítimas (51,8%) foi a óbito em via pública.
Neste Maio Amarelo ações e campanhas visando a conscientização da população quanto a segurança no trânsito tem movimentado os órgãos, mas vale lembrar: tais ações acontecem durante todo o ano e são intensificadas em maio. A Polícia Rodoviária Federal (PRF), por exemplo, criou o Comando Educativo que, com postos móveis e fixos, busca conscientizar a população com ações de orientação em rodovias, rodoviárias, empresas, escolas e universidades.
Só nos primeiros quatro meses de 2024, 115 sinistros com motocicletas ou similares foram registrados pela PRF na BR 324 – resultando em 13 vítimas graves e três mortes. “Dentre as principais causas estão a falta de atenção à condução, desrespeito às normas de trânsito, não guardar distância de segurança e transitar entre as faixas. Lembrando que não é proibido transitar entre os veículos, mas é necessário estar com uma velocidade compatível”, explica o agente da PRF, Fábio Rocha.
O policial se recorda de um flagra feito em um dia chuvoso. “A causa do sinistro foram os pneus carecas da moto. Ele derrapou e fraturou a perna ao cair. Ele ficou bem, mas precisou ficar afastado das suas atividades laborais, o que impactou diretamente sua família, já que ele sustentava a casa”, reflete Fábio Rocha.
E um desses grandes impactos é no Sistema Único de Saúde (SUS). Para se ter uma ideia, em 2023, de acordo com a SEI, foram 13.637 internações em decorrência dos ATT na Bahia, com cada internação tendo um tempo médio de 4,8 dias e um custo médio de R$1.193,43. “O impacto é muito grande para o SUS, porque as vítimas necessitam de tratamento e cuidado, que geram altos custos e ocupam leitos hospitalares por causa de acidentes que, muitas vezes, não aconteceriam caso as pessoas respeitassem as leis de trânsito. Por isso as medidas legais que orientam as pessoas quanto a como se comportar no trânsito são essenciais, só com eles é possível reduzir esse números”, afirma Jadson Santana da SEI.
Fonte: A Tarde