O levantamento do Inpe ainda revelou que, neste cenário, o Cerrado foi o bioma mais afetado, com 673 focos, seguido da Amazônia (439) e do Pantanal (267). O Mato Grosso tem áreas nos três biomas.
Além disso, o levantamento chamou atenção pela quantidade de municípios atingidos, já que o número é 53,75% maior do que o registrado neste mesmo período de 2023, quando 43 municípios detectaram ao menos um foco de incêndio.
Confira abaixo quais foram os 10 municípios mais atingidos desde quinta-feira em MT:
Cáceres: 34,75 %Santo Antônio de Leverger: 12,46 %Peixoto de Azevedo: 7,62 %Poxoréu: 7,48 %Rosário Oeste: 7,33 %Luciara: 7,04 %Alto Araguaia: 6,89 %Vila Rica: 6,01 %Colniza : 5,28 %Cuiabá: 5,13 %
Focos de incêndio 34,75 %
Plano emergencial
Na quarta-feira (11), a Defensoria Pública da União (DPU) enviou um ofício ao Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo e ao Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional Federal (Ciman Federal) solicitando ações imediatas para combater os incêndios que devastam terras indígenas em Mato Grosso, incluindo o Parque Indígena do Xingu, onde no mesmo dia foi registrado um paredão de fogo. O prazo para que essas instituições respondam é de dez dias.
Entre as medidas urgentes solicitadas estão o envio de recursos humanos e materiais, incluindo o uso das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança. A DPU também pediu a elaboração de um plano emergencial específico para os povos indígenas, com foco na prevenção e controle das queimadas e no atendimento às comunidades afetadas.
1,6 milhão de hectares queimados
Com o alto índice de queimadas, Mato Grosso teve, somente no mês de agosto, mais de 1,6 milhão de hectares atingidos e devastados pelo fogo, segundo uma análise feita pelo Instituto Centro de Vida (ICV) com base nas pesquisas da Administração Nacional dos Estados Unidos de Aeronáutica e Espaço (Nasa).
No entanto, o acumulado do ano todo foi de aproximadamente 3 milhões de hectares de área atingida em todo o estado mato-grossense.
Fonte:G1