- Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
O varejo baiano vem surpreendendo positivamente, com forte crescimento nas vendas, como os dados mais recentes mostram, de 10,1% em abril e dos 13,3% de maio, conforme levantamento mensal da Fecomércio-BA. E para o mês do Dia dos Pais, em agosto, a tendência segue favorável, com alta estimada pela entidade de 8% em relação a 2023 naqueles setores que possuem alguma relação com a data comemorativa.
A variação mais elevada deve ser do grupo “outras atividades”, de 12% em relação a agosto do ano passado. Estão inseridos nesse grupo as lojas de artigos esportivos, materiais para escritório, joalherias, lojas de chocolates, entre outros.
E o segmento que sempre tem a maior procura é o de vestuário que, em agosto deste ano, tem um crescimento projetado de 9%, não muito diferente do desempenho esperado pelo segmento de eletrodomésticos e eletrônicos, de 8%.
No caso dos artigos de vestuário e calçados, há variações distintas. Por exemplo, a camisa masculina sobe, em média 7%, enquanto os tênis estão com queda média de 2,25%. Itens como sapato masculino (5,05%), calça masculina (3,31%) e bermuda masculina (1,39%) também estão com aumento médio de preços ante o ano anterior.
Os vilões são os produtos para a pele, com aumento médio de 15,29%, e os livros não didáticos, com alta anual de 13%.
“É sempre importante ressaltar que se trata de preços médios e não que todos os produtos estão em queda. Pode ser que o consumidor esteja de olho num televisor mais moderno, último modelo e que tenha subido de preço de um ano para cá”, explica Dietze.
Outra explicação para o bom quadro do varejo baiano está no mercado de trabalho aquecido. De acordo com dados do CAGED, o saldo de empregados e desligados na Bahia, de janeiro a maio deste ano, foi de 45,1 mil, enquanto que no mesmo período de 2023 havia sido de 43,1 mil, ou seja, alta de 4,6%.
Portanto, a Fecomércio-BA vê com otimismo a chegada do Dia dos Pais em 2024, com aumento de 8%, contrastando com o desempenho do ano passado, de recuo de 6,2%. Além do comércio de bens, o setor de serviços também se beneficia com a forte demanda nos bares e restaurantes, movimentando a economia local e trazendo um olhar cada vez mais favorável para as demais datas comemorativas do segundo semestre, sobretudo Black Friday e Natal.
Fonte: Jornal A Tarde