- Foto: Arquivo CRF-BA/Divulgação
Medicamentos com a validade vencida ou de procedência duvidosa. Esses são alguns dos riscos que o consumidor corre ao comprar em drogarias clandestinas. O alerta é do Conselho Regional de Farmácia da Bahia (CRF-BA), que recentemente encaminhou relatório de fiscalização para a Vigilância Sanitária do Município e o Ministério Público Estadual. O documento indica que existem, ao menos, 100 farmácias irregulares ou operando clandestinamente em Salvador.
No documento do CRF-BA estão listados os principais problemas encontrados pelos fiscais: falta de alvará da Vigilância Sanitária, ausência de farmacêutico responsável, venda em locais inapropriados e sem acondicionamento correto dos medicamentos, remédios vencidos e falta de controle sanitário são os principais, enumera o presidente do Conselho, Mário Martinelli.
“São medicamentos armazenados em temperatura incorreta, transportados em condições inadequadas, comprados sem nota fiscal, o que levanta suspeitas sobre a fabricação. Tudo isso não atende às normas sanitárias e coloca em risco a vida dos pacientes, que podem enfrentar desde a ineficácia dos tratamentos até sequelas mais graves”, afirma Martinelli.
Ele também diferencia o que é uma farmácia clandestina de uma irregular. O maior problema está no primeiro caso. As clandestinas são as que costumam operar de forma improvisada e arriscada, sem alvará, farmacêutico ou cumprimento das regras sanitárias, vendendo medicamentos falsificados ou pirateados. Já as irregulares são aquelas que buscam o alvará junto à Vigilância, contratam um farmacêutico temporariamente e, logo depois de obter todas as autorizações de funcionamento, desligam o profissional.
Fonte: Jornal A Tarde