Frequência de mortes tem alto índice de falta de cuidado; pessoa usando celular com ele pegando carga - Foto: Rafaela Araújo/ Ag. A TARDE
Do total de casos de 2023, 781 resultaram em óbitos. Por choque elétrico foram 674, por incêndios devido a sobrecarga de energia 67, e 40 por descargas atmosféricas (raios). As residências foram o segundo maior foco dos acidentes – perdendo apenas para as áreas de geração e distribuição de energia – e registraram 274 ocorrências, resultando em 210 mortes.
Fios e cabos de má qualidade, instalações antigas e muitas cargas ligadas na mesma tomada são alguns dos pontos que explicam o alto número de acidentes residenciais, de acordo com o engenheiro e diretor executivo da Abracopel, Edson Martinho.
Ele indica que o ideal é que os benjamins (ou “Ts” como são conhecidos) não sejam usados e que apenas as extensões com fusível – que quando sua carga é ultrapassada o fusível queima – devem ser utilizadas.
“Cada vez mais a gente tem mais dispositivos. O que faz com que as pessoas usem benjamin ou extensão, sem critério nenhum. Vai colocando equipamento, vai ligando, vai crescendo, e aí isso tudo vai gerar uma sobrecarga na instalação elétrica. Instalação que não é revisada constantemente”, explica Edson.
Revisões ocasionais do sistema elétrico, não mexer com equipamentos elétricos estando molhado e adoção de equipamentos de proteção como o dispositivo residual (DR), são algumas das recomendações do especialista em instalações elétricas e industriais e promotor da empresa Siemens, Carlos Eduardo.
Fonte: Jornal A Tarde