Perante as metas ambientais definidas pelo setor aéreo, que pretende zerar a emissão de carbono até 2050, aeroportos passaram a recorrer a soluções como mercado livre de energia, compra de crédito de carbono e até monitoramento de onça para alcançar os objetivos.
No entanto, alguns terminais se deparam com uma infraestrutura antiga e defasada, que gasta mais energia e é pouco eficiente. Além disso, executivos de aeroportos ainda esperam o começo da produção de SAF (sigla em inglês para combustível sustentável de aviação) em grande escala no Brasil, como alternativa ao tradicional querosene de aviação.
Em junho, a Anac divulgou o lançamento do Conexão SAF, um fórum que reúne representantes do setor de aviação para promover a produção e o consumo de combustível sustentável no país.
O lançamento do grupo acontece no momento em que o Congresso Nacional discute o projeto de lei do Combustível do Futuro, que prevê a redução gradual dos gases de efeito estufa emitidos por empresas aéreas.
No aeroporto Catarina, em São Roque (SP), os executivos estudam começar a importar SAF ainda neste ano para abastecer as aeronaves que por ali passam. O combustível polui até 80% menos do que o QAV (querosene de aviação).
O terminal paulista, exclusivo para jatos executivos, foi destaque no levantamento anual da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) que lista os aeroportos mais sustentáveis do país. Na última edição da pesquisa, referente a 2023, o Catarina ficou em primeiro lugar no grupo que reúne terminais com até 200 mil passageiros por ano.
No programa, a agência concede pontuações aos aeroportos com base em dezenas de critérios estabelecidos em edital, tais como gerenciamento do consumo de energia elétrica, elaboração e acompanhamento de indicadores de emissão de gases do efeito estufa, plano de adaptação às mudanças climáticas e monitoramento da qualidade do ar local.
Fonte: G1